janeiro 22, 2006 |
Declaração de Jerónimo de Sousa sobre as Eleições Presidênciais 2006

22 de Janeiro de 2006
1. As eleições Presidenciais que hoje ocorreram ficam marcadas por dois elementos: a eleição de Cavaco Silva e uma grande votação obtida pela minha candidatura que, independentemente do desfecho final, constitui um estímulo para a afirmação do projecto que a norteou e uma garantia de que prosseguirá com confiança e determinação o combate por um Portugal com futuro.
2. A eleição de Cavaco Silva à primeira volta marca negativamente o resultado da presente eleição para a Presidência da República. Há entretanto que notar o facto de este resultado se ter verificado por uma pequena margem de votos bem distante das coroações antecipadas que alguns lhe vaticinavam. Um resultado que revela (como repetidamente afirmámos) pela escassa margem verificada, ter estado ao alcance dos que a ele se opunham impor-lhe a derrota que o seu projecto exigia, se tivesse existido em outras forças políticas, o empenhamento com que a minha candidatura travou esta batalha.
3. Suportada numa campanha ao serviço da qual se concentraram os mais poderosos meios económicos, beneficiando de apoios e simpatias indisfarçáveis dos principais grupos de comunicação social e projectada para branquear o passado do candidato e esconder os seus projectos e ambições para o futuro, a direita logrou, trinta anos volvidos sobre o 25 de Abril, apoderar-se deste órgão de soberania.
Num quadro em que sem hesitações e com determinação a minha candidatura alertou para os riscos e consequências da vitória do candidato da direita e, com clareza, ergueu o objectivo de o impedir, não é possível deixar de chamar a atenção para o conjunto de factores que favoreceram a eleição de Cavaco Silva.
Na verdade Cavaco Silva beneficiou (para além dos poderosos meios e facilidades) das hesitações, atitudes e posicionamentos do PS, e do seu Governo, que desde a primeira hora contribuíram para ampliar as possibilidades eleitorais de Cavaco Silva. As hesitações e ambiguidades que marcaram desde sempre a posição do PS, a notória falta de empenhamento posta na campanha associada ao baixar de braços e à resignação patenteada pela direcção do PS perante as exigências deste combate político jogaram a favor do desfecho final destas eleições.
Ao que se associou ainda, e não com menor peso, o aumento do descontentamento social que o prosseguimento da política de direita do Governo de Sócrates e a multiplicação de decisões anti-populares (algumas das quais tomadas durante o período eleitoral) legitimamente gerou e do qual Cavaco Silva soube, hipocritamente, reverter a seu favor.
4. Ao contrário do que alguns, para iludir as suas responsabilidades, sustentam, uma das vantagens de que Cavaco beneficiou residiu, não na existência de mais do que um candidato à sua esquerda, mas sim, nas divisões, desmobilização e rendição antecipada que o PS protagonizou, bem patente na simples leitura dos resultados eleitorais.
5. Com a vitória de Cavaco Silva não foi o país que ganhou em estabilidade mas sim a política de direita e as condições para ser prosseguida. Com a vitória de Cavaco Silva é, não Abril e a Constituição que saiem defendidos e reforçados, mas sim, a aspiração à liquidação de direitos e ao apagamento de importantes conquistas de Abril que os sectores mais reaccionários do capital nacional há muito formulam.
Como repetidamente prevenimos a eleição de Cavaco Silva introduz factores negativos no actual quadro político e social, não deixará de animar os sectores mais reaccionários e revanchistas da direita e do grande capital e o seu desejo de voragem dos recursos e da riqueza nacional, torna mais exigente e complexa a luta por uma ruptura democrática e de esquerda com a política de direita.
6. O resultado obtido pela minha candidatura — mais de 8,5%, muito acima das últimas eleições presidenciais, representa um importante avanço se comparado com o resultado obtido pela CDU nas Legislativas de 2005, aproximando-se do meio milhão de votos e traduzindo-se em significativas vitórias de que são exemplo o Distrito de Beja e numerosos concelhos — constitui, apesar e sem prejuízo do desfecho negativo que a eleição de Cavaco traduz, um importante sucesso eleitoral e um factor de ânimo para os que não se conformam com a política de direita e acreditam que não só é necessário como é possível uma alternativa e uma política de esquerda que reponha a esperança num Portugal melhor e com futuro.
Este resultado, confirmando a corrente de apoio que acompanhou esta candidatura, é sobretudo um sinal de confiança de muitos milhares de portugueses e portuguesas que não se resignando perante as injustiças e as desigualdades acreditam que é possível um novo rumo para o país. A todos eles, aos trabalhadores e ao povo português, quero aqui reafirmar a inabalável determinação de honrar o apoio recebido e de prosseguir o trabalho e a luta em defesa dos direitos e conquistas sociais, pela melhoria das condições de vida, por uma viragem democrática e de esquerda na vida política nacional.
7. A minha candidatura em redor da qual se criou e ampliou uma larga corrente de apoio confirmou-se ao longo desta campanha como uma referência de esperança num Portugal com futuro.
Uma candidatura que mais do que expressão de um só homem é construção colectiva de milhares de homens e mulheres, jovens e menos jovens, unidos pela força dos valores que defendem e pela enorme confiança no futuro do país que é seu.
Ultrapassando as fronteiras das forças políticas que lhe deram suporte e apoio (o PCP, o PEV e a ID), esta candidatura — em torno da qual se reuniram, no apoio e no incentivo à sua intervenção, milhares de homens e mulheres sem partido ou com outras opções políticas — constituiu uma expressão de confiança e de determinação numa vida melhor que perdurará para além deste dia e destas eleições.
8. Daqui, quero saudar todos quantos – comunistas, verdes, independentes, apoiantes doutras forças – com a sua acção, o seu apoio, a sua palavra de simpatia ou incentivo deram força a esta candidatura e aos valores de Abril que comporta; todos quantos reconheceram nesta candidatura uma clara opção pelo lado dos trabalhadores, dos pequenos e médios empresários, dos reformados, dos mais injustiçados; todos quantos com o seu apoio e o seu voto elevaram mais alto a exigência de uma ruptura democrática e de esquerda com as políticas de direita que tantas dificuldades têm lançado sobre o povo e o país.
A todos eles, aos trabalhadores e ao povo português quero reafirmar que o seu apoio e os seus votos encontrarão em mim e no projecto colectivo pelo qual luto – hoje, amanhã e sempre – uma presença activa na defesa dos seus direitos e das suas aspirações a uma vida melhor.
Publicado por ri_miguel em 11:27 PM
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FIM
Chegou ao fim a campanha Presidencial... infelizmente Cavaco Silva foi eleito... este Blog chega ao fim registando os 408 votos e 5,57% de votos na candidatura de Jerónimo de Sousa no Concelho do Cadaval , claramente superiores aos 129 votos de António Abreu em 2001.
Este Blog mantêm-se em funcionamente mais uma semana para receber comentários... depois encerrará...mas A LUTA CONTINUA!
Publicado por ri_miguel em 10:12 PM
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janeiro 20, 2006 |
Ainda é tempo... ainda é tempo!
Ainda é tempo, caros amigos, ainda é tempo!
É tempo de todos contribuirmos para que Portugal tenha um presidente da república que cumpra e faça cumprir a constituição!
É tempo de, através do voto, impedirmos que a personificação dos interesses económicos se apodere do mais importante órgão de poder constitucional.
É tempo de dar um sinal de que neste nosso país de Abril, o povo ainda é quem mais ordena!
É tempo de rejeitar complexos e de exercer o livre direito de voto naquele que nos transmite verdadeiramente a confiança e não naqueles em quem nos vão dizendo (por sondagens e outras manipulações) que deveríamos votar.
É tempo de votar porque - é preciso ter consciência disso - uma elevada abstenção favorecerá Cavaco Silva.
É tempo de reunir vontades e de levar até ao boletim, a confiança inabalável de exercer um voto no único candidato da verdadeira esquerda!
É tempo de levar a determinação até ao voto!
É tempo de ter plena consciência de que o voto é a melhor arma para derrotar a incompetência, a desigualdade e a arrogância elitista!
É tempo de mudar e de transformar!
É tempo de mobilizar, de acompanhar, ajudar e cooperar naquilo que muitos querem destruir... a democracia de Abril!
É tempo de votar...
É tempo de confiar em Jerónimo de Sousa!
Publicado por Ivo Rafael Silva no blog Mais livre
Publicado por ri_miguel em 04:04 PM
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janeiro 19, 2006 |
Jerónimo! Um voto com toda a confiança

A campanha chega ao fim e no domingo vamos a votos, com toda a confiança num bom resultado que contribua decisivamente para a derrota do candidato da direita. A mensagem do candidato comunista, apesar das tentativas de apagamento por parte da comunicação ao serviço do capital, tocou fundo, por toda a parte, no coração e na razão dos trabalhadores e do povo. Como o prova o imenso e entusiástico comício de Lisboa, que encheu a transbordar o maior pavilhão do País.
Publicado por ri_miguel em 11:45 AM
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CONSEGUIMOS!
Impressionante manifestação de apoio, solidariedade e confiança, que dia após dia, cresce em torno da candidatura de Jerónimo de Sousa.
Mais de 20 mil pessoas encheram o Pavilhão Atlântico, que foi pequeno para receber todos os que com a sua presença quiseram manifestar-lhe o seu apoio.
Cá fora, ficaram pessoas mais do que suficientes para encher o Coliseu.
Esta foi, sem dúvida, foi a maior iniciativa da campanha!
Domingo junte-se a nós!
É o seu voto que vai decidir
da segunda volta!
Vote Jerónimo com toda a confiança!
Publicado por ri_miguel em 01:21 AM
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janeiro 12, 2006 |
Ir às urnas para derrotar a direita
«Se todo o campo democrático e de esquerda for votar» será possível derrotar Cavaco Silva no próximo dia 22 de Janeiro, afirmou Jerónimo de Sousa lembrou que «está tudo em aberto» para as eleições. «Não podemos fazer pelos outros o que aos outros compete fazer», afirmou o candidato, considerando que está nas mesmas condições que qualquer outro candidato para passar à segunda volta.
Jerónimo de Sousa reconheceu que a política do Governo do PS facilita a tarefa a Cavaco Silva. Para o candidato comunista, o candidato da direita está a capitalizar o descontentamento dos trabalhadores em relação à política errada do executivo do PS, liderado por José Sócrates. Segundo Jerónimo de Sousa, Cavaco Silva e os seus apoiantes ostentam uma «face dúplice» em relação ao Governo e à sua política., Por um lado, elogiam «a coragem» do Governo pelo que chama de «políticas difíceis»; por outro lado, afirma-se preocupado com a actual situação do País.
Publicado por ri_miguel em 06:36 PM
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Por fim temos este caso mais recente de Manuel Alegre a evocar o nome de Álvaro Cunhal, e depois a ripostar à crítica de oportunismo, com este joia "Conheci Álvaro Cunhal antes do 25 de Abril. Até vivi na casa dele. O Jerónimo só o conheceu depois". Só faltava dizer que o conheceu melhor, que é ideologicamente mais perto de Cunhal que o Jerónimo, e que tomaram banho juntos sob o luar mirando-se olhos nos olhos. Mais uma vez, não está em causa do direito de evocar o nome de Cunhal, mas o facto de ao o fazer Alegre está a pintar afiliações que não são genuínas. Claro que tb Alegre foi combatente anti-fascista. Se ele quer puxar dos galões desse passado, que tal organizar um evento com os ex-combatentes anti-fascistas e recolher os seus apoios. Talvez porque os antifascistas organizados e empenhados, que ainda podem fazer uso da sua voz, e não se deixam manipular, deram o seu apoio ao Jerónimo.
Publicado por André Levy em Mais Livre
Publicado por ri_miguel em 06:34 PM
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Espera resposta... que formidável!
Lá fora.
Na rua, nos cafés e nas lojas.
No contacto, no abraço e na palavra.
Contacto esse que difere, distingue e marca.
Tem tanto de simplicidade quanto de relevância.
O candidato que chega e cumprimenta.
- Os outros também.
Jerónimo pára.
- Os outros também.
Jerónimo escuta...
E é aqui que tudo muda.
Os outros prosseguem.
Tentam bater recordes de apertos de mão...
Mas Jerónimo não.
Cumprimenta e fala... mas ouve.
Espera resposta.
Veja-se... espera resposta!
Que coisa formidável!
Não vira a cara!
Não foge!
Não se escapa!
Não receia a regra de etiqueta!
Porque será?
Porque está perante câmaras?
Porque sabe fingir?
Não...
A resposta é simples!
Porque Jerónimo é um deles!
Desses... de quem "eles" falam,
De quem "eles" querem votos...
Mas são "esses"
Os mesmos
Quem "eles" não ouvem!
Publicado por ri_miguel em 06:33 PM
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Sindicalistas apoiam Jerónimo de Sousa

O candidato dos trabalhadores
1835 dirigentes e delegados sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores apoiam Jerónimo de Sousa, naquele que constitui o «maior apoio de sempre» do mundo do trabalho a um candidato presidencial. A iniciativa decorreu em Lisboa, no passado dia 5.
Foi com uma «profunda emoção» que Jerónimo de Sousa recebeu das mãos de Ana Avoila, dirigente sindical da Função Pública, a caixa contendo 1835 apoios de dirigentes e delegados sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores. «Pelo ideal que sempre animou a minha vida e a minha luta, sinto-me profundamente emocionado por este apoio tão expressivo de gente que, no seu quotidiano, na sua vida, procura o melhor para os trabalhadores portugueses», afirmou o candidato comunista.
Destacando o apoio desta gente que, «mesmo perante as dificuldades, não baixa a bandeira», o candidato comunista rejeitou os princípios das inevitabilidades e do conformismo. E realçou o facto de, entre os presentes, estarem muitos que lhe lembravam que «mesmo nos momentos mais difíceis, nos embates mais duros, quando tudo parecia perdido, foi a luta, foi a esperança, foi a força de quem acredita que um dia mudou as coisas».
Jerónimo de Sousa lembrou que ao longo da história do movimento operário e sindical «nunca houve dádivas por parte do legislador». O candidato comunista destacou o papel decisivo dos trabalhadores e das suas organizações «para que um dia Abril fosse realidade e para que ficassem consagrados na Constituição os seus direitos individuais e colectivos». Não foram os constituintes nem o poder político a oferecer os direitos, afirmou Jerónimo de Sousa. «Foram décadas de luta, de afrontamento perante o poder económico e o regime fascista; foram lutas que permitiram a conquista desses direitos, levando a que os constituintes tivessem o mérito de reconhecer essa luta e essas conquistas.»
Um combate de sempre!
O candidato, que foi deputado constituinte, não esqueceu de reafirmar a importância que tem ter a lei «a favor da nossa luta, dos nossos interesses, dos nossos direitos». Lembrando que a Constituição ainda mantém muito do «rastro libertador» do 25 de Abril, Jerónimo de Sousa alertou para os ataques contra a Lei fundamental que advêm da candidatura da direita, encabeçada por Cavaco Silva e suportada pelos sectores mais «revanchistas» da direita social e política. Para Jerónimo de Sousa e para os apoiantes presentes, uma coisa é certa: «A vida e a luta não acabam no dia 22 de Janeiro, seja o resultado qual for.» Mas há uma outra coisa também clara: «Se tivermos um Presidente da República que desrespeite, que não cumpra nem faça cumprir a Constituição, teremos muitas mais dificuldades nesta luta.»
Acusando o PS de ter defraudado as expectativas de muitos trabalhadores que votaram naquele partido confiando esperando que o novo governo trouxesse uma política diferente, Jerónimo de Sousa acentuou as diferenças da sua candidatura: «No nosso combate de muitos anos, sempre e sempre combatemos estas políticas de direita, direccionadas contra os interesses, direitos e aspirações de quem trabalha. Estivemos claramente do lado de quem trabalha.»
Como afirmou o mandatário nacional, Mário Nogueira, também ele sindicalista, os candidatos presidenciais não são todos iguais. «Há candidatos que consideram que as políticas deste Governo são corajosas. Não é o nosso candidato; Há candidatos que às segundas e às quartas são contra as políticas e que as quintas e às sextas vão lá votá-las. Não é o nosso candidato.» O nosso candidato, destacou, «não apenas na campanha eleitoral, mas no dia-a-dia, no Partido que representa, está presente nos combates dos trabalhadores, dos portugueses que menos podem e menos têm».
Constituição e direitos dos trabalhadores
Cada um que responda
O Presidente da República não governa nem legisla, mas tem por missão fundamental defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição. Para Jerónimo de Sousa, é fundamental que se saiba e se conheça de que forma «cada um dos candidatos valoriza ou interpreta o projecto de democracia que a nossa Constituição comporta». Em seguida, lembrou não se tratar apenas de democracia política, mas de democracia nas suas vertentes económica, social e cultural e de soberania nacional.
Jerónimo de Sousa acusou os outros candidato de, acerca dos direitos dos trabalhadores, se limitarem a afirmações vagas e «mais ou menos bem intencionadas» sobre desemprego e justiça social. Para o candidato comunista, a sua candidatura fala também de emprego e de justiça social, mas vai mais longe. «Falamos também daqueles direitos nobres que estão destacados na constituição laboral: do direito à segurança no emprego e à proibição dos despedimentos sem justa causa; do direito à greve; à contratação colectiva; o direito de constituir Comissões de Trabalhadores e o controlo de gestão; a liberdade sindical, a liberdade de acção e intervenção dos sindicatos a todos os níveis, incluindo dentro das empresas.» Para a sua candidatura, os direitos dos trabalhadores «são intrínsecos à própria democracia». É importante saber como cada um dos candidatos interpreta estes direitos individuais e colectivos dos trabalhadores, desafiou.
Considerando que a candidatura da direita pretende «rasgar» a Constituição, nomeadamente no que respeita aos direitos laborais, Jerónimo de Sousa considera necessário empreender um combate sem tréguas a essa candidatura, «pelo que representa, pelas dinâmicas que podem ser criadas, por estas propostas da direita política e social». Em seguida, acusou Cavaco Silva de nunca se ter demarcado das propostas e objectivos do núcleo duro dos seus apoiantes – do capital financeiro, dos grandes grupos económicos.
Nas eleições presidenciais, considerou Jerónimo de Sousa, está em jogo um de dois caminhos a seguir. Ou um caminho de agravamento e aprofundamento dos problemas sociais e económicos, com a vitória da direita, ou então, a derrota desse candidato e uma vitória à esquerda, «uma vitória em torno desta candidatura que não é de um homem só, que transporta este ideal do mundo do trabalho, um projecto diferente, de ruptura democrática, esse projecto que Abril um dia rasgou e que a nossa Constituição consagrou».
Publicado por ri_miguel em 06:29 PM
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EXCURSÃO
Conforme divulgado, está assegurado um autocarro para o Comício do próximo Sabado.
Partida do Painho às 13.30, Alguber às 13.45 e Cadaval às 14 horas.
Inscrições pelo 917791497
Publicado por ri_miguel em 06:28 PM
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janeiro 04, 2006 |
Ecologistas apoiam Jerónimo de Sousa
As próximas eleições presidenciais decorrem num quadro marcado por políticas que tem levado ao agravamento das problemáticas ambientais, como seja, a recusa de adopção de medidas eficazes para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa; a mercantilização de recursos fundamentais à vida como a água; a transformação da política de conservação da natureza numa oportunidade de negócio; a privatização de sectores tão estratégicos como a energia ou os transportes; o agravamento das assimetrias regionais; ou a falta de uma política de ordenamento do território que garanta a sustentabilidade do desenvolvimento.
Estas políticas que negam o equilíbrio ambiental e fomentam as injustiças sociais, contrariam o que o artigo 66º da Constituição da República Portuguesa determina como objectivos e como incumbências do Estado em matéria de ambiente e qualidade de vida.
Importa, pois, assegurar que o próximo Presidente da República tenha uma profunda consciência do rumo preocupante que Portugal está a tomar em termos de políticas para o ambiente e que se empenhe na exigência real de cumprimento da Constituição da República Portuguesa.
Assim, os 200 ecologistas que subscrevem este documento entendem que o candidato Jerónimo de Sousa é o que se encontra em melhores condições para assegurar as responsabilidades atribuídas ao Presidente da República, quer pela sua ligação aos problemas concretos com que se confronta o país e os portugueses, quer por assumir como propósito, num quadro de total respeito pela Constituição, travar os abusos de uma política que tem vindo a agravar as injustiças sociais e a permitir a delapidação dos recursos naturais.
Adelaide Lopes, Adelaide Maria César, Afonso Luz, Afonso Rabaçal, Ágata Santos Graça, Alain Magalhães Pereira, Alexandre Martins Najmark, Alexandre Silva, Alice Serra, Álvaro Ribeiro da Silva, Álvaro Saraiva, Ana Marques, Ana Paula Barreiros, Ana Paula Simões, Ana Rosa Pereira, Ana Sofia Calado, Anabela Botelho, André Martins, André Santana Riço, André Vieira, Andrea Carla Riço, Andrea Plácido, Andreia Marisa Santos, Ângela Gomes, Ângela Lima, Antero Resende, Antónia Alves, António José Martins, António Lima, António Manuel Costa, António Manuel Costa, António Miguel Lourenço, António Pereira, António Santos Garrido, Armando P. Esteves, Augusto da Silva, Berta Maria A. Pereira, Bruno Moura, Carla Barrias, Carla Hortinhas, Carla Isabel Mourinha, Carla Patrícia Ferreira, Carlos Artur de Moura, Carlos Manuel Macedo, Carlos Silva, Catarina Bernardo, Catarina Moutinho Calado, Celeste Brites, Célia Carolino, Celina Sousa, Celso Alves Ferreira, Cláudia Cristina Rodrigues, Cláudia Patrícia Pedroso, Cristiana Faria, Cristina Antunes Serra, Cristina Palhinhas Moura, Daniel Filipe Santa, Delfina Fernandes, Delminda Sousa e Silva, Dilma Madeira Lopes, Edgar Nobre Moio, Edivaldo Monteiro, Emília Silva, Eunice Santana Riço, Felipe Oliveira Carvalho, Fernanda Pesinho, Fernando Balsinha, Fernando Carneiro, Fernando Meirim Rodrigues, Filipe Manuel Fernandes, Filipe Pastor, Francisco Guerreiro, Francisco Madeira Lopes, Frederico Valério Cardoso, Gisela Rato, Hélder Carneiro, Helder Manuel Marchana, Helena Luz Moura, Hélia Palma, Hélio Guilherme, Heloísa Apolónia, Hugo Miguel Gomes, Ilda Alves, Inês Catarina Vieira, Inês Maria Proença, Isabel Ferreira, Jacinta Pereira, João Daniel Apolónia, João Gordo Martins , João José Ferreira, João Manuel César, João Paulo Oliveira, João Pereira, João Pinto, João Silva, Joaquim Bonifácio, Joaquim Correia, Joaquim Maria Castanho, Joel Martins, Jorge Gomes, Jorge Manuel Taylor, Jorge Torres, José António Carboeiras, José António Rodrigues, José Beleza, José dos Santos Ferreira, José Eduardo L. Silva, José Ferreira, José Francisco Cabeças, José Loureiro, José Luís Ferreira, José Luís Sobreda Antunes, José Manuel Barroso, José Miguel Gonçalves, José Pinto, José Rodrigues, José Silva, José Victor Cavaco, Júlio Sá, Liliana Mendes, Lucílio Moutinho, Luís Filipe Mendes, Luís Nascimento, Luís Pereira, Luísa Tovar, Manuel Filipe Prates, Manuel Lobão, Manuel Rigueiro Riço, Manuel Rodrigues, Manuel Sá Resende, Marco Marques, Maria Amélia Martins, Maria Antonieta Almeida, Maria Clementina Rodrigues, Maria Conceição Resende, Maria Cristina Rodrigues, Maria da Glória Costa, Maria Dulce Arrojado, Maria Elisa Costa, Maria Filomena Borrões, Maria Goreti Santarém, Maria Joana Amorim, Maria João Pacheco, Maria João Pastor, Maria João Pinto Meireles, Maria João Teixeira, Maria Luís Nunes, Maria Manuela Cunha, Maria Manuela Tovar, Maria Matilde Alves, Maria Paula Vilallonga, Maria Teresa Monteiro, Mariana Silva, Mário Seixas, Marisa Paços, Marisa Sorraia Passos, Marta Fernandes, Micaela Batista, Mónica Ribeiro, Mónica Santos, Natividade Moutinho, Nelson Roberto Catarino, Norberto Dinis Rapa, Nuno Costa, Nuno Marquês, Olga Maria Macedo, Paula Nunes, Paula Raimundo, Paulo Alexandre Moreira, Pedro Jorge C. Costa, Pedro Miguel Santa Rita, Pedro Ramos, Ramiro Manuel Guerra, Raquel Agapito Rodrigues, Rita Lima, Rita Vieira, Rodrigo José Bezerra, Rogério Cassona, Ruben Marco Rodrigues, Rui Castelhano, Rui Graça, Rui João Rodrigues, Rui Manuel R. Resende, Rui Pedro Lopo, Rui Perdigão, Sandra Gradim, Sandrine Palma, Sara Silva, Sara Vitalia, Sofia Machado, Sónia Colaço, Teresa Dias, Teresa Leonor Oliveira, Teresa Maria Oliveira, Teresa Neves, Teresa Vaz, Tita Alvarez, Vanda Isabel Petronilho, Vera Sofia Marchana, Verónica Maria Pisco.
Publicado por ri_miguel em 07:32 PM
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janeiro 03, 2006 |
Mensagem de Ano Novo por um Mundo melhor, de Paz e Progresso

Lisboa, 1 de Janeiro de 2006
No início deste novo ano desejo transmitir aos trabalhadores, ao povo português e, naturalmente, aos militantes do PCP e aos apoiantes da minha candidatura à Presidência da República, uma renovada mensagem de esperança e de confiança.
Uma esperança que não repousa no atentismo, que não delega, pelo contrário resulta, das capacidades e responsabilidades que, cada um individualmente e todos como um colectivo feito povo, temos na transformação do país e do mundo em que vivemos.
Uma esperança que não ficando à espera e transformando-se em acção, trabalho e luta tem na minha candidatura um colectivo de mulheres, homens e jovens determinados em levar por diante a colossal tarefa de fazer dessa esperança e do sonho colectivo a nossa realidade e a vida do nosso povo.
Uma mensagem de esperança, de determinação e de confiança que não esquece, pelo contrário nasce e parte da realidade do país e do mundo em que vivemos e que, para alguns, é cada vez mais difícil de enfrentar pois é resultado da sua acção, das suas políticas e ideologias.
No começo de mais um ano, deste início do Século XXI, o mundo em que vivemos é cada vez mais marcado por uma profunda e violenta contradição entre o potencial de desenvolvimento encerrado nas capacidades humanas, sociais, científicas e técnicas da humanidade e a incapacidade do sistema em resolver as mais profundas e gritantes desigualdades, em erradicar, ou no mínimo diminuir, a amplitude de fenómenos que configuram uma autêntica catástrofe social que empurra para as fronteiras entre a subsistência e a morte imensas massas da população mundial.
Assinala-se neste período um ano sobre a terrível catástrofe que assolou no início de 2005 vários povos do continente asiático, o chamado Tsunami. Os “media” assinalaram justamente o sofrimento de então e a luta actual daqueles que ainda não refizeram a sua igualmente justo e necessário relembrar (e cito, de 2005, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) que a cada 3 segundos desta minha declaração morre uma criança no mundo por razões evitáveis – o que, a título de curiosidade, e à escala do tsunami asiático, corresponderia a termos assistido este ano a 36 fenómenos equivalentes. É justo e necessário relembrar os mais de dois mil e quinhentos milhões de seres humanos que sobrevivem com menos dois dólares por dia; os mil milhões de pessoas que não têm acesso a água potável; os dois mil e seiscentos milhões de homens, mulheres e crianças que não têm acesso a saneamento básico, os dois milhões de portugueses que vivem na pobreza; ou ainda os 115 milhões de crianças que por não terem acesso à educação básica serão possivelmente condenados à pobreza e à exploração. É um autêntico dilúvio social que inunda de morte e pobreza países asiáticos, africanos e latino-americanos e as camadas mais pobres da população em todo o mundo. Mas esta catástrofe não é inevitável, não é imprevisível. Pelo contrário é fruto de políticas que aplicam os dogmas da globalização capitalista e a ideologia assente na exploração e na injusta distribuição da riqueza mundial, expressa de forma elucidativa no facto de 40% da população mundial deter apenas 5% dos rendimentos mundiais ou de os 500 homens mais ricos do mundo deterem hoje rendimentos equivalentes aos de 416 milhões de pessoas. Só em Portugal os 10% mais ricos dispõem de 30% do rendimento nacional, enquanto que os 10% mais pobres dispõem de apenas 2% desse mesmo rendimento.
Ideologia, políticas e políticos que confrontados com os limites do sistema capitalista, ensaiam respostas de força às crescentes contradições e prováveis explosões sociais. Respostas essas, assentes na guerra, na militarização das relações internacionais e na adopção de medidas que sustentadas num falso combate ao real problema do terrorismo, apostam numa deriva securitária que empurrando os povos para uma falsa dicotomia entre liberdade e segurança tenciona condicionar e mesmo criminalizar todos aqueles que usando da liberdade e dos direitos e garantias conquistados com décadas de lutas sociais libertadoras exigem e lutam hoje por uma ruptura com este sistema retrógrado e com estas políticas.
Mas aqueles, que em nome da democracia e da segurança colectiva, prosseguem tais políticas são os mesmo que já não conseguem esconder a sua face anti-democrática, militarista e mesmo obscura. São os mesmos que não conseguem explicar porque na sequência da chamada guerra contra o terrorismo o mundo está hoje mais inseguro, mais perigoso, mais injusto. São os mesmos que não podem, ou não querem, explicar porque por cada dólar gasto em ajuda ao desenvolvimento são gastos 10 dólares em despesas militares.
O ano que agora finda foi profícuo em provas de que aqueles que sempre lutaram em Portugal e em todo o mundo contra a guerra e o militarismo tinham razão e que aqueles que em Portugal e no Mundo colaboraram e apoiaram a guerra estão hoje derrotados, ética e politicamente, e a braços com embaraços e “desculpas” de mau pagador. Àqueles que hoje, na Europa e também em Portugal, sacam da cartola o reaccionarismo para desviar as atenções das conivências e apoios, àqueles que sobrevoam o globo com prisioneiros transportados para centros de tortura e bombardeiam civis no Iraque com napalm e fósforo branco, ou ainda que fecham os olhos ou apoiam as atrocidades contra povos como o Palestiniano ou o povo Saharaui. A esses apenas dizemos que a realidade está a provar o lado em que cada um está. Com muita serenidade combateremos firmemente os ataques que a nós são dirigidos, porque esses são combates que ao longo da história sempre soubemos travar ao lado daqueles que mais sofrem com a exploração e a guerra e, que nos mais diversos movimentos sociais, prosseguem a luta por um outro Portugal democrático e soberano, de justiça social e por outro mundo possível de paz e progresso para todos os povos.
Nas próximas eleições de 22 de Janeiro os trabalhadores e povo português serão também chamados a fazer esta escolha. A escolha entre aqueles que falando de democracia apostam na restrição das liberdades, direitos e garantias e aqueles que vêm na liberdade, na solidariedade e na justiça social os eixos centrais da resolução dos conflitos e dos principais problemas da humanidade. A escolha entre aqueles que em Portugal apostam na guerra, no militarismo, na submissão do nosso país aos interesses das grandes potências e no fortalecimento ou criação de bloco político-militares e aqueles que respeitando e defendendo a letra e o espírito do grande pacto nacional que é a nossa Constituição defendem para Portugal uma política externa independente dos interesses imperialistas que busque uma nova ordem mundial assente na paz, na cooperação, no progresso, na preservação do planeta em que vivemos, com a infinita riqueza e diversidade das suas faces natural e humana. Uma política de relações internacionais do nosso país que defendendo a soberania e a independência da nossa pátria contribua para a dissolução de obsoletos blocos político-militares e contrarie a tendência de transformação da Europa numa nova potência imperialista armada que em articulação com os EUA visa prosseguir uma política de exploração dos povos do mundo e a adopção de medidas que configuram autênticas regressões civilizacionais e democráticas.
E a situação no continente em que o nosso país se insere demonstra bem como vale a pena lutar. O ano de 2005 ficará marcado para a história como o ano em que os povos da Europa travaram o passo à tentativa de institucionalização do neo-liberalismo, do federalismo e do militarismo na Europa. Cabe agora ao nosso povo, em cooperação com os demais povos da Europa, prosseguir a luta contra a tentativa em curso de por via da política de factos consumados instituir aquilo que foi derrotado nas urnas, e de avançar na batalha por um outro rumo para a União Europeia que exige primeiro que tudo uma ruptura com os dogmas que presidem à actual chamada “construção europeia”.
Brecht escreveu “que nada seja tido por natural neste tempo de confusão sangrenta, de desordem ordenada, de arbitrariedade sistematizada, de humanidade desumanizada, para que nada disto se mantenha”.
Os desafios colocados hoje aos trabalhadores e povos do mundo são grandes e de grande responsabilidade. A história prova que a ideologia e as políticas dominantes não são inevitáveis. Por não o serem são hoje alvo de uma tenaz luta por parte daqueles que não perdem a esperança e seguem determinados os trilhos da paz e do desenvolvimento solidário e sustentável. São hoje mais visíveis os exemplos de que há saídas para a actual situação e de que apesar das dificuldades e do enorme esforço colectivo que será necessário fazer para inverter as actuais tendências negativas é possível avançar rumo a mundo mais justo, mais fraterno, democrático e de paz.
Como referi no compromisso da minha candidatura “Alguns dos que têm lutado pela transformação do mundo utilizam a palavra utopia. Literalmente, essa palavra significa algo que não tem lugar nem tempo. Não é essa a nossa concepção. Temos um lugar e um tempo. Somos profundamente deste país, e somos do planeta que partilhamos com toda a humanidade. Somos do tempo presente, e somos, com os homens, mulheres e jovens do povo a que pertencemos, parte integrante do futuro. É em nome deste lugar e da esperança e da luta por esse futuro que fazemos o nosso caminho comum”
Tenho grande confiança na capacidade dos povos de tomar nas suas mãos a construção do presente e do futuro da humanidade. É por isso que, apesar das dificuldades, com muita esperança desejo a todos um Ano Novo melhor.
Jerónimo de Sousa
Publicado por ri_miguel em 07:20 PM
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Porque Jerónimo é como o algodão...
Muitas tentativas têm sido desencadeadas com o objectivo de rotular a candidatura de Jerónimo de Sousa como sendo apenas e só uma redutora candidatura "anti-cavaco". Apesar de todas essas tentativas - onde se incluem desde discursos na primeira pessoa até simples "post's", "comentários" e pseudo-votantes arrependidos - a campanha de Jerónimo de Sousa tem sido clara nos objectivos.
Desde a primeira hora e apesar do "saliente" facto da apresentação pública das propostas de Jerónimo de Sousa ter sido a única das principais candidaturas que não teve honras de transmissão directa nos principais órgãos de comunicação social (como a TSF), esta candidatura tem assumido e demonstrando aos portugueses uma linha de acção muito bem definida, com empenho prioritário na defesa dos princípios constitucionais e certa de ter para Presidente da República não um "calculista financeiro" nem um buscador de reverências e status, mas sim um homem cuja dignidade e sentido cívico NÃO PEDE MEÇAS a nenhum dos outros candidatos!
Para bem de uma campanha salutar e decorrida no respeito pelo sentido cívico que determinados "poetas florais" tanto apregoam como bandeira, é necessário que o nervosismo não dê lugar a verborreias de mau-estar!
Importa por isso repetir até à exaustão que esta candidatura é, pois, sinónimo da defesa intrasigente dos valores da nossa constituição e do seu integral cumprimento prático, personificada num homem cujos princípios políticos sempre se pautaram pela defesa de aspectos nobres e imprescindíveis para o ser humano e sua condição social. Ou seja, os direitos, as responsabilidades, liberdades e garantias do Homem, acima de interesses meramente económicos e/ou financeiros!
No entanto e não podendo ser simplesmente ignorado o facto de que existe à direita, uma candidatura que do nosso ponto de vista representa valores que vão contra os interesses reais dos portugueses e principalmente dos que menos têm, não podemos de maneira nenhuma deixar de exercer um combate político nesse sentido. Mas, como se disse, há um rumo e há um direito à esperança! Um voto em Jerónimo é um voto simultaneo na esperança de um Portugal mais justo, mais livre e mais fraterno, mas é também um voto de combate à politiquice de erros sucessivos, infelizmente com provas dadas no passado da vida dos portugueses!
Publicado EM http://www.maislivre.blogspot.com/ por Ivo Rafael Silva.
Publicado por ri_miguel em 07:15 PM
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dezembro 24, 2005 |
Os malefícios de Cavaco

Como candidato à Presidência da República, Cavaco Silva afirma ser muito sensível ao bem estar da população, ao desemprego e ao crescimento económico. Contudo, a sua actuação como primeiro-ministro durante dez anos, entre 1985 e 1995, desmente as declarações actuais. Os exemplos multiplicam-se e os factos são irrefutáveis.
Os governos de Cavaco Silva ficaram marcados por medidas que favoreceram o regresso de grandes grupos económicos e empobreceram as liberdades dos cidadãos e a sua qualidade de vida, como o início e legalização das privatizações, a destruição da Reforma Agrária, o retorno da repressão sobre manifestantes, a generalização dos salários em atraso, a destruição do aparelho produtivo, a governamentalização e instrumentalização da comunicação social, a limitação do direito à greve e liberdades sindicais, entre outras.
Durante este período foi aprovada vasta legislação contra os interesses de muitas camadas da população, nomeadamente a que facilita o despedimento e introduz os «recibos verdes», que prevê as propinas, que aumenta a idade da reforma das mulheres de 62 para 65 anos, reduz a proporcionalidade na composição da Assembleia da República e a capacidade de fiscalização dos deputados sobre a actuação do governo.
No final destes dez anos de governação cavaquista, o saldo foi claramente negativo: condições de vida deterioradas; aumento da instabilidade no trabalho; democracia política mais pobre; e maior dependência da economia portuguesa e diminuição da produção, sempre canalizada para a satisfação dos interesses do grande patronato nacional e estrangeiro. Foi precisamente por deixar Portugal nestas situações que o PSD perdeu as eleições legislativas de 1995 e Cavaco Silva foi derrotado nas presidenciais do ano seguinte.
Publicado por ri_miguel em 09:35 PM
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Jerónimo avança com toda a confiança...
Comentário da Candidatura de Jerónimo de Sousa
a propósito de declarações de dirigentes do PS
1. As declarações de vários dirigentes do PS, no sentido de pressionarem uma hipotética desistência de outras candidaturas, não podem deixar de ser vistas no quadro das hesitações e ambiguidades que têm marcado a atitude do PS nestas eleições presidenciais e que objectivamente outro resultado não tem tido que não seja o de abrir espaço à afirmação da candidatura de Cavaco Silva.
2. A insistência em apelos patéticos a uma possível desistência de outros candidatos — num quadro em que se sabe não ser politicamente possível nem eleitoralmente favorável — em vez da adopção de medidas com vista a uma mais decidida acção e empenhamento deste partido nestas eleições, só podem ser entendidos como um gesto de resignação e demissionismo do PS perante esta difícil e exigente batalha política como um acto destinado a justificar precipitada e antecipadamente uma possível vitória do candidato da direita.
3. Rejeitando apelos e atitudes que só podem tender para credibilizar Cavaco Silva, a candidatura de Jerónimo de Sousa reafirma não apenas a sua determinação em não desistir deste combate mas também a sua inteira confiança na possibilidade de derrotar a direita e o seu candidato.
Publicado por ri_miguel em 09:31 PM
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HOJE HÁ DEBATE
Não quero saber se o debate será ordeiro e civilizado; não quero saber se os dois candidatos se cumprimentarão; não quero saber se os candidatos respeitam as regras do debate. Jerónimo é o candidato em que vou votar e Cavaco é o candidato contra o qual sempre combati e combaterei.
Por isso, Jerónimo, hoje vais ter de nos dar voz.
Vais ter de dizer a Cavaco e aos grupos económicos que o suportam, que nós não nos esquecemos. Vais ter de lhes dizer que eles nunca foram conciliadores, nunca foram isentos e muito menos sérios e, só foram rigorosos em seu proveito. Vais ter de lhes dizer que nós não esquecemos a Manuel Pereira Roldão, a TAP, o Buzinão e as Propinas. Não esquecemos Dias Loureiro, Eurico de Melo, Couto dos Santos, Cardoso e Cunha e tantos outros.
Independentemente de se estar com um ou outro candidato (ou de não se estar com nenhum) é isso que o povo te pede. Que não esqueças e não te deixes levar por esta "cultura do decoro" que só quer impor o pensamento único sem alternativas.
Na curva do mundo nós sabemos qual é o nosso lado da trincheira!
Publicado por ri_miguel em 02:13 PM
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dezembro 12, 2005 |
Os Coelhos e os cordeiros entraram na campanha
A campanha na área PS (onde, como se sabe, há dois candidatos e meio, sem ofensa para Louçã) entrou numa nova fase. Alegre, no seu tom pomposo do costume, diz que com a formalização da sua candidatura nada ficará como antes em Portugal. Soares diz que não vai falar de nenhum outro candidato, o que é sempre uma boa notícia para Cavaco. Admite-se que outros falarão.
Aqui entram em campanha os Coelhos do PS. O Coelho lisboeta viabiliza na CM um entendimento aprofundado com a direita. O Coelho nacional vem berrar que a candidatura de Cavaco é um lobo disfarçado de cordeiro, que fala ao coração do eleitorado PS para depois das eleições, se ganhasse, vir fazer guerra a este excelente governo Sócrates que todos temos.
Ou seja, a campanha entrou de facto numa nova fase, a da pior demagogia PS.
Porque se há coisa em que Cavaco tem falado verdade é que ele seria um bom presidente para este governo. A política de Sócrates é a etapa actual de uma estafeta em que o testemunho passa de Cavaco a Guterres, de Guterres a Durão, de Durão a Santana, de Santana a Sócrates, e se mantém igual, ou seja, de mal a pior. Cavaco na Presidência seria, não uma contrariedade para esta política, mas mais uma garantia de que ela seria implacavelmente prosseguida.
Coelho quer fingir que haveria incompatibilidade entre uma presidência Cavaco e um governo Sócrates. É mentira. Um e outro fazem parte do mesmo rumo de desastre que é necessário interromper.
E nestas eleições há um voto capaz de exprimir esses duas urgentes necessidades nacionais, a derrota da candidatura da direita, e a derrota da política de direita.
É o voto em Jerónimo.
Publicado Segunda-feira, Dezembro 12, 2005 por Filipe Diniz no blog MAIS LIVRE
Publicado por ri_miguel em 02:44 PM
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dezembro 10, 2005 |

ESTA CANDIDATURA VAI A VOTOS e IRÁ ATÉ ONDE OS PORTUGUESES QUISEREM!
Por isso, no dia 22 de Janeiro, COM TODA A CONFIANÇA, VAMOS VOTAR JERÓNIMO DE SOUSA!
Publicado por ri_miguel em 06:43 PM
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MANDATÁRIO CONCELHIO DA CANDIDATURA DE JERÓNIMO DE SOUSA

Diniz Leitão dos Santos Almeida
Militar de Abril
Oficial Superior do Exército. Independente.
Licenciatura em Ciências Militares, pela Academia Militar.
Licenciatura em Psicologia Clinica, pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
Licenciatura em Medicina Dentária, pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde.
Curso Geral de Comandos e Estado Maior, no Instituto de Altos Estudos Militares (em Lisboa).
Sócio Fundador do Centro da Fonte da Prata, IPSS.
Exerce actualmente, em Clinica Privada, a actividade de Psicólogo Clinico e dentista no Cadaval.
Foi vereador da Câmara Municipal de Cascais entre 2001 e 2005.
Integra a Comissão Nacional de Apoio da Candidatura de Jerónimo de Sousa
O mandatário da candidatura dispensa apresentações. Dinis de Almeida notabilizou-se em 11 de Março de 1975 ao comandar a defesa do RALIS face ao assalto traiçoeiro dos contra-revolucionários liderados pelo então general António de Spínola.
Até 1998 foi gestor de Recursos Humanos e Materiais no Departamento de Economia e Turismo na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
Em 1999, foi candidato da CDU ao Parlamento Europeu, tendo sido, também, proposto para a Ordem da Liberdade pela Associação 25 de Abril.
Publicado por ri_miguel em 04:58 PM
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